quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Golpe de Marina atordoa PPS

Partido se reúne e cogita candidatura própria para sobreviver
Após sonhar com o ex-governador de São Paulo, José Serra, e a ex-senadora e ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Partido Popular Socialista (PPS) acordou nesta terça-feira cogitando lançar a jornalista e ex-vereadora de São Paulo, Soninha Francine, como candidata do partido à presidência da República em 2014.

As tentativas frequentes do PPS em atrair um nome de potencial para disputar o Planalto em 2014 refletem a preocupação dos dirigentes em reverter o encolhimento do partido. Após lançar candidaturas próprias em 1998 e 2002, ambas com Ciro Gomes, e chegar a eleger 22 deputados na eleição que levou Lula à presidência, o partido embarcou na oposição ao governo do PT e tem acompanhado seu encolhimento a cada eleição.

Hoje, o PPS conta com apenas oito deputados federais, minando sua estrutura com menos tempo de TV e redução em seu fundo partidário.

Com a decisão de Serra em permanecer no PSDB, o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, acreditou na filiação de Marina Silva, mas não esperava o desfecho do soneto marineiro. O PPS sentiu, e muito, o golpe, e agora procura encontrar uma alternativa para sobreviver à 2014.

Nesta terça-feira, 09, a executiva nacional se reuniu para analisar os cenários e cogita três possíveis caminhos a seguir: Uma candidatura própria, apoio a Aécio Neves (PSDB), do qual se afastou nos últimos meses, ou ainda apoio a Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede).

Uma ala do partido defendeu com ênfase a candidatura própria. Porém, sem ter atraído nomes de potencial nacional, o partido terá que buscar uma alternativa em seus próprios quadros caso opte por esse caminho. Foram citados o presidente Roberto Freire, o ex-ministro e agora vereador por Recife, Raul Jungmann, o líder da legenda na Câmara, deputado Rubens Bueno, e a jornalista e ex-vereadora de São Paulo, Soninha Francine.

Mesmo conhecedor de seu grave quadro clínico, o PPS não conseguirá montar uma estrutura para viabilizar uma candidatura própria e deve mais uma vez aceitar o posto de coadjuvante na oposição.


Quanto a Soninha, parece estar cada vez mais parecida com Serra. Se não consegue ser prefeita de São Paulo, quem dirá presidente da república.