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| Partido se reúne e cogita candidatura própria para sobreviver |
Após sonhar com o ex-governador de São Paulo,
José Serra, e a ex-senadora e ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o
Partido Popular Socialista (PPS) acordou nesta terça-feira cogitando lançar a jornalista
e ex-vereadora de São Paulo, Soninha Francine, como candidata do partido à
presidência da República em 2014.
As tentativas frequentes do PPS em atrair um
nome de potencial para disputar o Planalto em 2014 refletem a preocupação dos
dirigentes em reverter o encolhimento do partido. Após lançar candidaturas
próprias em 1998 e 2002, ambas com Ciro Gomes, e chegar a eleger 22 deputados
na eleição que levou Lula à presidência, o partido embarcou na oposição ao
governo do PT e tem acompanhado seu encolhimento a cada eleição.
Hoje, o PPS conta com apenas oito deputados
federais, minando sua estrutura com menos tempo de TV e redução em seu fundo
partidário.
Com a decisão de Serra em permanecer no PSDB,
o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, acreditou na filiação de
Marina Silva, mas não esperava o desfecho do soneto marineiro. O PPS sentiu, e
muito, o golpe, e agora procura encontrar uma alternativa para sobreviver à 2014.
Nesta terça-feira, 09, a executiva nacional
se reuniu para analisar os cenários e cogita três possíveis caminhos a seguir:
Uma candidatura própria, apoio a Aécio Neves (PSDB), do qual se afastou nos
últimos meses, ou ainda apoio a Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede).
Uma ala do partido defendeu com ênfase a
candidatura própria. Porém, sem ter atraído nomes de potencial nacional, o
partido terá que buscar uma alternativa em seus próprios quadros caso opte por
esse caminho. Foram citados o presidente Roberto Freire, o ex-ministro e agora vereador
por Recife, Raul Jungmann, o líder da legenda na Câmara, deputado Rubens Bueno,
e a jornalista e ex-vereadora de São Paulo, Soninha Francine.
Mesmo conhecedor de seu grave quadro clínico,
o PPS não conseguirá montar uma estrutura para viabilizar uma candidatura
própria e deve mais uma vez aceitar o posto de coadjuvante na oposição.
Quanto a Soninha, parece estar cada vez mais
parecida com Serra. Se não consegue ser prefeita de São Paulo, quem dirá presidente
da república.

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