Na última semana, o Brasil conheceu mais um caso de mensalão. Organizado no Distrito Federal, a suspeita é de que o esquema era encabeçado pelo DEM, do governador José Roberto Arruda, secretários, parlamentares estaduais, entre outros e baseado na distribuição de propina a parlamentares da base governista, além da formação de caixa dois, entre outros fins. Segundo a denúncia e vídeos, o chefe do governo estadual integrava o esquema.
José Roberto Arruda já vivenciou momentos obscuros. Em 2001, foi acusado de participar, ao lado de Antonio Carlos Magalhães, da violação do painel do Senado Federal. De imediato, realizou um incisivo pronunciamento negando envolvimento. Um dia depois, assumiu a culpa e renunciou para não ser cassado. Hoje, a renúncia pode voltar a ser cogitada, já que Arruda enfrenta grande pressão com vários pedidos de impeachment.
Pode parecer um tanto quanto utópico, mas esquemas de corrupção como esses que acontecem constantemente, acabam sendo resultados, além da exclusiva falta de caráter dos envolvidos, da falta de acompanhamento do eleitor. Se perguntarmos: Você acompanha o trabalho dos vereadores da Câmara Municipal ou, quem são os vereadores? Veríamos que muitos, diriam que não ou que não sabem. Acompanhar o trabalho do executivo e legislativo é essencial para o aprimoramento das organizações políticas. Quem tivesse acompanhado o escândalo da violação dos painéis no Senado, certamente não teria votado em Arruda para governador do Distrito Federal. Assim deveria funcionar o sistema. Se em alguma oportunidade, um representante desrespeitou a confiança popular, não merece mais o voto. Mas, quem há época assistiu Arruda dizer que havia mentido? Poucos, provavelmente. Enquanto o povo, legitimamente, está desinteressado com a política, alguns donos do poder ainda abusam do que foi oferecido a eles, quando, na verdade, deveriam oferecer a quem o ofereceu.
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