Por Henrique Cézar
A denúncia realizada pelo repórter Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes, sobre o possível desvio de donativos que deveriam ser enviados as vítimas dos desastres da região serrana do Rio de Janeiro e estariam sendo distribuídos para uma entidade ligada ao vereador de São Paulo Ushitaro Kamia (DEM) para beneficiamento político, evidencia para a opinião pública uma prática frequente nos bastidores da política do Brasil.
Esses políticos, em sua maioria vereadores e deputados federais e estaduais, aproveitam a ignorância política da população e apostam no assistencialismo para conquistar simpatizantes e posteriormente votos em futuras eleições. Utilizando de influência junto a prefeituras e secretarias, ou mesmo utilizando recursos “próprios”, os ditos parlamentares ignoram suas reais funções e deixam de fiscalizar e legislar para financiar o assistencialismo, seja em momentos de necessidades extremas, como desastres, seja na exploração da população pobre. São doações de alimentos, facilitações em consultas em postos de saúdes, medicamentos e até opções de lazer. Em troca: Votos e mais votos.
No caso específico do ocorrido em São Paulo, uma gravação da RB mostra uma funcionária da Defesa Civil indicando que o escritório de Kamia estaria recebendo produtos doados, entre eles roupas, água e brinquedos. Segundo a funcionária, as instituições que receberiam os produtos teriam que ser ligadas a vereadores. Os parlamentares que estariam recebendo os donativos desviados seriam candidatos nas eleições municipais de 2012. Segundo informações da Rádio Bandeirantes, os vereadores estariam usando esses donativos para conseguir votos nas regiões mais carentes. Os donativos seriam entregues mediante a apresentação do título de eleitor. O coordenador da Defesa Civil da capital paulistana, Jair Paca, confirmou as doações para a entidade de Kamia, mas disse não saber a ligação da mesma com o vereador.
Em um caso como esse são duas as lamentações. Na primeira, mais uma vez, nos deparamos com a desmoralização da classe política, já conhecida. Do outro, a ignorância, não intencional, mas sim induzida, da população. Desde os militares, os sistemas educacionais brasileiros são organizados de maneira tal para impedir que a população pense e consequentemente questione os governos. Assim, baseado na política do pão e circo, o país passa a formar pessoas incapazes de distinguirem as funções de políticos e suas intenções. Não bastasse a educação que tiveram, sofrem com a pobreza e criam lacunas para políticos sem vergonhas e mal intencionados que se aproveitam da situação para formarem currais eleitorais.
Sabemos que nenhuma punição acontecerá com Kamia e com nenhum outro político que pratique tal “falcatrua”. Resta tentar, de uma maneira ou outra, conscientizar as pessoas que aceitam essas praticas que na verdade esses políticos não estão colaborando, e sim causando um grande mau a democracia do país.
Um comentário:
Agostinho teixeira,da emissora band,manipulador da informação e tambem da midia.o sujeito realiza montagens de audio e video, nao autorizadas pela justiça ,para se dar bem em suas materias jornalisticas,para enganar jovens estudantes de universidade e o povo em geral,boicotem este vagabundo,é somente mais um criminoso para desviar nossa atenção dos verdadeiros problemas que enfrentamos aqui no brasil.
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