Enquanto no Brasil o chamado “kit gay” causa polêmica, na Argentina a discussão da vez trata de um guia anticorrupção distribuído pelo governo às escolas do país. Feito com o objetivo de conscientizar os alunos sobre o tema, o material compara, por exemplo, um funcionário público que rouba dinheiro a transgressões menores, do tipo colar na prova ou tomar um ônibus sem pagar passagem.
Os críticos apontam que isso seria diminuir os atos de corrupção, mais danosos ao bem público. Além disso, colar na prova é um ato privado de um indivíduo, enquanto um funcionário público age em nome do Estado.
A Oficina Anticorrupção, responsável pela produção do conteúdo, defende que “a corrupção tem sua raiz mais profunda num desvio cultural”. Aponta também que a soma de pequenos atos errados pode resultar num prejuízo grande – jogar lixo na rua, por exemplo, causa a obstrução de bueiros e contribui para enchentes.
O guia impresso, de 62 páginas, será distribuído a um milhão de alunos. Acompanha um DVD que traz histórias de um jovem transgressor chamado Juan. “Parece existir a noção de que ter a intenção de transgredir, por exemplo, quando um funcionário leva a cabo um ato corrupto, é muito diferente de fazer uma transgressão simplesmente porque surgiu uma oportunidade. Mas será que é assim?”, questiona o material.
*Com informações do jornal El Clarín
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