Por Henrique Cézar
O polêmico jornalista Jorge Kajuru afirma que no Brasil não existe liberdade de imprensa e cada vez mais ele parece ter razão. Aliás, falar de liberdade de imprensa hoje em dia passou a ser utopia, quando ainda era demagogia. Além disso, nossa liberdade de expressão está mais que ameaçada e nossa democracia muito imatura.
Tanta revolta se dá em um momento no qual mais uma vez o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), mostra ser, mais do que nunca, um defensor de sua classe, dos ditadores, aqueles que gostam de censurar jornalistas. É o caso, por exemplo, do ex-governador e senador pelo Estado do Paraná Roberto Requião, também cacique do PMDB. Em 26 de abril, depois de ouvir do jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, uma pergunta sobre sua aposentadoria como ex-governador de Estado no valor mensal de R$ 24 mil, o ameaçou de pancada e tomou seu gravador. Simples assim. E mais: quando devolveu o aparelho a entrevista havia sido apagada.
Contra essa arbitrariedade, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal pediu ao Senado a abertura de inquérito acusando Requião de quebra de decoro parlamentar. Entretanto, parecer da advocacia do Senado entendeu que não houve quebra de decoro. "O sindicato representante imputou ao senador representado (Roberto Requião) apenas os seguintes fatos: apropriação indevida de aparelho gravador utilizado pelo jornalista; ameaça de agressão física com o dizer "você quer apanhar?" e chacota pública do profissional na Internet, ao chamá-lo de "engraçadinho", diz um trecho do parecer, assinado pelos advogados Fernando Cunha e Hugo Souto Kalil e endossado pelo advogado-geral Alberto Cascais, que consideraram a reação de Requião, por incrível que pareça, adequada. Baseado no parecer dos advogados, José Sarney, mandou arquivar o parecer e deu o caso por encerrado. Ao menos, Roberto Requião perdeu sua aposentadoria, assim como outros ex-governadores do Paraná.
Com a decisão de Sarney, uma jurisprudência foi criada do Senado Federal: Todo Senador está liberado para ameaçar jornalista com uma surra, perguntar se ele quer apanhar, tomar seu gravador, apagar a memória do gravador e só depois devolvê-lo e ainda debochar dos mesmos no twitter.
É por essas e outras que não podemos nos calar, deixar de apontar o que achamos errado e questionar os responsáveis sobre suas ações. Isso não é perseguição, e sim papel fundamental de uma imprensa séria e comprometida com suas reais funções. Também precisamos continuar reivindicando uma valorização ao profissional com uma regulamentação atualizada e torcer para que a prática de Roberto Requião, com a jurisprudência de Sarney, não se torne comum entre deputados e até vereadores. Em Socorro, por exemplo e por enquanto, a coisa se resolve com moções.
Tanta revolta se dá em um momento no qual mais uma vez o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), mostra ser, mais do que nunca, um defensor de sua classe, dos ditadores, aqueles que gostam de censurar jornalistas. É o caso, por exemplo, do ex-governador e senador pelo Estado do Paraná Roberto Requião, também cacique do PMDB. Em 26 de abril, depois de ouvir do jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, uma pergunta sobre sua aposentadoria como ex-governador de Estado no valor mensal de R$ 24 mil, o ameaçou de pancada e tomou seu gravador. Simples assim. E mais: quando devolveu o aparelho a entrevista havia sido apagada.
Contra essa arbitrariedade, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal pediu ao Senado a abertura de inquérito acusando Requião de quebra de decoro parlamentar. Entretanto, parecer da advocacia do Senado entendeu que não houve quebra de decoro. "O sindicato representante imputou ao senador representado (Roberto Requião) apenas os seguintes fatos: apropriação indevida de aparelho gravador utilizado pelo jornalista; ameaça de agressão física com o dizer "você quer apanhar?" e chacota pública do profissional na Internet, ao chamá-lo de "engraçadinho", diz um trecho do parecer, assinado pelos advogados Fernando Cunha e Hugo Souto Kalil e endossado pelo advogado-geral Alberto Cascais, que consideraram a reação de Requião, por incrível que pareça, adequada. Baseado no parecer dos advogados, José Sarney, mandou arquivar o parecer e deu o caso por encerrado. Ao menos, Roberto Requião perdeu sua aposentadoria, assim como outros ex-governadores do Paraná.
Com a decisão de Sarney, uma jurisprudência foi criada do Senado Federal: Todo Senador está liberado para ameaçar jornalista com uma surra, perguntar se ele quer apanhar, tomar seu gravador, apagar a memória do gravador e só depois devolvê-lo e ainda debochar dos mesmos no twitter.
É por essas e outras que não podemos nos calar, deixar de apontar o que achamos errado e questionar os responsáveis sobre suas ações. Isso não é perseguição, e sim papel fundamental de uma imprensa séria e comprometida com suas reais funções. Também precisamos continuar reivindicando uma valorização ao profissional com uma regulamentação atualizada e torcer para que a prática de Roberto Requião, com a jurisprudência de Sarney, não se torne comum entre deputados e até vereadores. Em Socorro, por exemplo e por enquanto, a coisa se resolve com moções.
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