O Supremo
Tribunal Federal (STF) volta a discutir nesta quinta-feira, 8, o impeachment do
ministro e ex-presidente do tribunal Gilmar Mendes. Na última seção, do dia 17,
o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista do processo, o que atrasou a decisão
do caso. Na pauta, consta que o julgamento iniciará com o voto de Mello.
A
denúncia do advogado Alberto de Oliveira Piovesan contra o ministro já havia
sido arquivada em maio pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas o
advogado entrou com dois recursos no STF. O primeiro já havia sido negado pelo
ministro Ricardo Lewandowski, que votou pelo mesmo fim para o último na última
seção.
O voto
foi seguido por Luiz Fux e pela própria Cármen Lúcia, mas a atitude de Marco
Aurélio Mello impediu o fim da tramitação. A ministra, no entanto, descartou a
possibilidade do colega ter pedido vista do processo para acirrar os ânimos
internamente.
“Esses
pedidos às vezes decorrem exclusivamente por causa de um ponto que a pessoa
prefere esclarecer melhor. Pedido de vista é regimental e não cria nenhum tipo
nem de constrangimento nem de nada”, disse a ministra.
Piovesan
questiona a isenção de Gilmar Mendes e o acusa de favorecer advogados. Cármen
Lúcia, porém, classificou o caso de “político”. “O ato que era questionado era
um ato político, que não se sujeita a nossa jurisdição”, declarou.

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