A politicagem instaurada no espírito
dos chamados homens públicos do país pode proporcionar mais um descaso com a
sociedade. Os interesses privados de líderes políticos regionais, disfarçados
de desenvolvimento dos menos favorecidos, querem dividir o território do Pará,
criando dois novos Estados: Tapajós (no oeste paraense) e Carajás (no sul e
sudeste do Estado).
Se por um lado determinadas regiões
do estado estão abandonas, desprovidas de investimentos e com os serviços
públicos totalmente entregues a sorte, certamente a razão de tal situação não é
a dimensão do Pará. Porém, baseados neste contexto, oportunistas de plantão
apresentaram uma proposta com o objetivo de desmembrar em até três partes o
segundo maior Estado brasileiro. Para isso, no próximo domingo, seus cidadãos
irão às urnas em plesbicito para se posicionar a favor ou contra a medida.
Caso seja criado, Tapajós teria
quase metade de seu território ocupado por reservas indígenas ou florestais,
incluindo o vale do Xingu, onde o governo pretende construir a usina
hidrelétrica de Belo Monte. O Estado do Carajás, de ocupação mais recente,
teria a mineração como principal atividade econômica. Já a nova formação do
Pará sairia prejudicada, encontrando problemas de fontes de arrecadação.
Partidários da divisão afirmam que
ela facilitaria a gestão de todas as regiões paraenses, já que, devido à
extensão territorial, certas regiões se localizam muito distante da capital do
Estado, Belém, o que isolaria as mesmas. Além disso, com os dois novos estados,
ampliar-se-iam os recursos federais destinados a essas áreas.
Em contra partida, os defensores da
manutenção das atuais fronteiras temem que a cisão empobreça mais ainda a
região que permaneceria como Pará. Assim, com a divisão, os três Estados não
conseguiriam receita suficiente para a manutenção da máquina e seria necessário
mais dinheiro do governo federal para viabilizar uma infraestrutura inexistente
em diversas regiões. O governador do Estado do Pará, Simão Jatene (PSDB), para
se ter uma ideia, disse recentemente que "vendedores
de ilusões sem identidade tratam o povo paraense como galos de rinha".
Além disso, sabe-se que a criação de
duas novas unidades da federação causará um impacto enorme nas finanças da
união. Apenas de início, o saldo negativo seria de R$ 2 bilhões anual. Com
Tapajós e Carajás, surgiriam 16 novos deputados federais, 6 novos senadores, 2
novos governadores, diversos secretários de Estado, além de duas novas Assembleias
Legislativas.
Contudo, percebe-se que a proposta
em nada tem a ver com progresso e desenvolvimento para as regiões hoje
esquecidas. A medida visa exclusivamente satisfazer os interesses de políticos
que deslumbram a possibilidade de poder com novos cargos, novas vagas no
congresso e novas obras, que gerariam novas verbas.
Caso a população do Pará, em
plesbicito, decida pela divisão, a proposta ainda terá que passar pelo
Congresso e só assim seguirá para sanção da presidente Dilma, que poderá vetar.
Vale destacar que se concretizada essa divisão, ficará provada a manipulação
total do Estado em favor dos interesses pessoais dos políticos, o que é
preocupante não apenas nas esferas federal e estadual, mas também na esfera
municipal. Independente do que acontecer, a única certeza é que os cidadãos do
Pará, seja perto ou longe do poder, continuarão abandonados e sofrendo com o
descaso de quem manda.
2 comentários:
Os separatistas anunciam aos 4 ventos que dividindo o Pará em três, fica bom, se fosse ser observado só o numero de unidades federativas os recursos seriam os mesmos, entretanto haveremos de convir que entram em observação os fatores população, com base em: IDH, Renda per capita; Percentual de unidades de conservação e áreas indígenas; PIB; e saneamento básico. Quanto a saúde e educação, muito são focados, pelos separatistas, são seguimentos da administração pública alem da estadualização são municipalizadas, razão pela qual as administrações municipais/prefeitos não podem ficar esperando apenas pelas ações governamentais, e sim irem aos ministérios em busca de convênios (os chamados recursos Fundo-a-Fundo) e assim desenvolver ações de qualidade em seus municípios.
Não podem pensar que os governos estaduais ou federal, estão em seus gabinetes com uma equipe de pai-de-santo no sentido de adivinhar o que está faltando neste ou naquele município, para isso os prefeitos não podem ter "EU"quipe, e sim equipe, no sentido de elaborar projetos com justificativas consistentes.
Nestas disposições dizemos que o alavancar para o desenvolvimento de uma região carece também do ombrear dos gestores municipais, desde que estes tenham responsabilidade para com o uso do dinheiro público, e não usar como enriquecimento ilícito - e estes que não faltam.
Temos visto empresários falidos, ou pessoas que não tiveram êxito financeiro em sua vida profissional, buscam na política, através de mandatos eletivos recomporem ou construírem patrimônios, que jamais amealhariam na vida profissional, depois os governadores são que não prestam.
Se não, vejamos, como exemplo: segundo a VEJA, a Vale repassou R$ 700.000.000,00(setecentos milhões de reais) de royalty, para prefeitura de PARAUAPEBAS, entretanto a cidade de Parauapebas sofre com saneamento e acima de tudo com falta de água, se fosse um prefeito responsável com o dinheiro público aquela verba toda daria para implantar um micro-sistema de abastecimento de água em cada esquina, com relação a saúde naquele município, os munícipes daquele município - os que dispõe de alguns recursos-, vão até ao hospital da Vale, no sentido de resolver suas situações de saúde, isto tudo porque o município não dispõe de um atendimento digno de ser usado pelo povo daquela municipalidade, é este tipo de administrador que colabora para a miséria, a falta de educação, saúde, e a falta de bem-estar de um povo.
Em Breves o prefeito que antecedeu Xarão Leão, tivera um mandato de oito anos, empresário falido, buscou na política a recomposição de seu patrimônio, ao mesmo tempo aditar outros bens, que jamais teria se não tivesse um mandato eletivo.
Um exemplo de respeito para com o dinheiro público são dois prefeitos do Marajó, região pobre, mas gestores, como Xarão Leão, em Breves, e Odimar Salomão / Mazinho, em Afuá, tem demonstrado espírito municipalista e ardor comunitário, e nesse sentido desenvolvido uma gestão de grande e positiva repercussão naquela região, razão pela qual dia 11 de dezembro, DIGA NÃO A DIVISÃO DO PARÁ, E VOTE 55 / PESSOA
Obrigado pela participação e pelas informações.
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