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| Mário Gobbi, apoiado por Sanches |
Futebol não é um tema frequente por aqui, entretanto, a importância
do tema permite a exceção. No próximo
sábado, 11, o Sport Club Corinthians Paulista passará por eleições que
definirão o novo presidente do clube, assim como sua nova diretoria e parte dos
conselheiros.
Após quatro anos do nada simpático Andrés Sanches, que assumiu
após a queda de Alberto Dualib em 2007, o momento é de tensão para a sucessão.
De um lado, Sanches, que vai para a CBF, tenta emplacar seu mais que companheiro
Mário Gobbi Filho, delegado de polícia e ex-diretor de futebol do Corinthians
na administração Andrés. Do outro, pela oposição, desta vez unida, está
Paulo Garcia, filho de Damião Garcia, histórico patrocinador do Corinthians com
a Kalunga.
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| Paulo Garcia, da oposição |
Garcia, por sua vez, se apresenta como um dos únicos
opositores a Dualib e detentor de um projeto para profissionalizar
completamente o clube, apoiando a construção do estádio com transparência e
investimento pesado nas categorias de base do timão.
Mesmo se tratando de uma disputa interna no clube,
percebe-se que a imprensa não está dando a devida atenção ao tema. Ao contrário
de outras oportunidades, a imprensa aparenta se desviar do assunto, o que em
tese favoreceria a atual situação corintiana, de Mário Gobbi, que permanece
desaparecido dos holofotes, confirmando as informações que teria grande
rejeição até entre os aliados. Garcia, mesmo derrapando em recentes
declarações, parte para a ofensiva e chegou a desafiar Gobbi para um debate,
que no discurso aparentemente foi aceito.
A provar pela contratação do meia Douglas, o Corinthians se
apresenta com um fortíssimo time para a temporada 2012, com grandes chances de sucesso. Porém, para isso, é preciso que os dirigentes corintianos,
atuais e futuros, respeitem a instituição e tenham pleno conhecimento de sua
grandeza. Contratar Montillo por milhões e milhões para tentar vencer as
eleições não é prova desse respeito.
Que as eleições no Corinthians sirvam para
o crescimento do clube, e não para sua utilização como ferramenta política e de
interesses pessoais ou coletivos de um grupo restrito.


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