O Brasil viveu neste domingo mais um momento pré-copa do mundo. Foi à escolha das 12 cidades sedes da Copa de 2014. Como disse o presidente Ricardo Teixeira, neste momento não a vencedores ou vencidos, mas é bem claro que a felicidade se transborda nas escolhidas e a tristeza plaina as não selecionadas.
Para as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo é hora de arregaçar as mangas e iniciar os trabalhos que resultarão nas partidas a se realizarem em 2014. Já para Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco é chegado o momento de comungar da organização com as escolhidas e aguardar o momento que ira engrandecer o País.
Mas deixando de lado as belas palavras é oportuno dizer como será a organização dos trabalhos. Com certeza o dinheiro público será indispensável à maioria das cidades, porém quem vai fiscalizar?Quem vai cobrar?Pressionar para que seja aplicado com vigor o nosso dinheiro?
Caros amigos, é ingenuidade esperar que essas repostas sejam positivas, a cada dia que se passa a cada jornal lido, nos deparamos como situações concretas de péssimo uso do dinheiro público e não será em um evento como esse que teremos nosso Money respeitado e bem aplicado.
Pelo contrário, a oportunidade é ótima para oportunistas e safados que sequer ligam para a atual situação de um país que necessita de investimento em tantas áreas, mas prefere gastar bilhões em um evento como esse que até trará benefícios, mas no custo real com certeza deixará nosso venerável país no vermelho como sempre.
Se além for com as criticas irei forçar outros assuntos que não é oportuno momento. A única preocupação é que em quanto, milhares de brasileiros continuarão a sofrer na miséria, outros poucos irão se aproveitar da situação e enriquecerem seus bolsos e ampliarem seus impérios.
Gostaria de dizer tudo ao contrario, ou melhor, não gostaria de dizer, ou melhor, ainda, gostaria que tudo fosse esplendoroso e que só houvesse pontos positivos, que a Copa fosse um sucesso que a organização fosse coerente com a realidade e que se usasse toda essa estrutura no futuro a favor do País, porém os recentes acontecimentos levam a outra interpretação. A Copa do Mundo não será essa maravilha que tantos na mídia pregam por aí. Não é ser pessimista, é ser realista.
Por hoje basta.
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