sexta-feira, 11 de março de 2011

Alckmin pede cautela nas investigações contra Barros Munhoz


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu cautela nesta sexta-feira nas investigações sobre a suspeita de desvio de R$ 3,1 milhões, pelo presidente da Assembleia Legislativa Barros Munhoz (PSDB), dos cofres da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004. 

"Preciso ter cuidado porque não há nenhuma condenação contra o presidente da Assembleia. Além disso, o Legislativo é outro poder, um poder independente", afirmou. 

 
Investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado encontraram dezenas de depósitos feitos em dinheiro na conta do deputado, no valor total de R$ 933 mil.Segundo a denúncia apresentada à Justiça, que acusa Barros Munhoz de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, a movimentação em suas contas é incompatível com a renda que ele declarou na época em que era prefeito.A Justiça de São Paulo, onde corre o processo, mandou bloquear os bens do deputado. Barros Munhoz recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar liberar seu patrimônio, mas a decisão da Justiça Estadual foi mantida no ano passado. 

Seis auxiliares do deputado também foram denunciados pela Promotoria. A ação civil pública foi ajuizada em setembro de 2006 e corre em segredo de Justiça para proteger o sigilo bancário dos acusados. Não há previsão para a data do julgamento.Barros Munhoz assumirá na semana que vem seu segundo mandato como deputado estadual e deverá ser reconduzido à presidência da Assembleia com apoio quase unânime. Até o PT e outros partidos que fazem oposição ao PSDB prometem apoiá-lo.

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