A repercussão da entrevista do Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa do CQC aproxima da opinião pública um fato que já sabemos há algum tempo: Nossa política está nas mãos de pessoas incapacitadas, corruptas, inconsequentes, psicopatas ou ainda aquelas que não gozam do mais básico princípio da consciência de sociedade, com raríssimas exceções.
Acusado de racismo ao responder pergunta da cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se relacionasse com um negro, respondendo que o ambiente que o mesmo fora criado não permitiria tal fato, o deputado injetou pimenta na polêmica, ao voltar a discutir um velho projeto. Ele sugeriu a adoção do sistema de cotas na Câmara: 50% das 513 cadeiras de deputado iriam para negros e pardos. “Mesmo sem votos”, ele diz.
Crítico contumaz das cotas, Bolsonaro diz ter reapresentado a proposta antes da encrenca inaugurada com a resposta enviesada que deu a Preta Gil. O deputado classifica sua proposição de “irônica”. Na justificativa, flerta com o anedotário ao avisar que votará contra si mesmo: "Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser para a representação federal”, anota Bolsonaro no texto. Seriam beneficiários das cotas os pobres de todas as cores, não apenas os negros.
Só para se ter uma ideia do “nível” de nossos representantes, outro Deputado vê 'podridão' em gays e diz que há 'maldição' sobre africanos. O Pastor da Assembleia de Deus, Marco Feliciano está em primeiro mandato e afirma que não aceita homossexuais e que 'maldição' de africanos é bíblica.
O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), 38 anos, afirmou pelo microblog Twitter que africanos "descendem de ancestrais amaldiçoados por Noé" e afirmou que gays têm "podridão de sentimentos" que, segundo ele, "levam ao ódio, ao crime e à rejeição".
De modo geral, o que vemos é o que já sabíamos. Nossa política, com raras exceções, está na mão de pessoas podres, capazes de, inclusive, “desviar o leite das crianças”. Após serem eleitos esquecem aqueles que os elegeram e passam a administrar seus interesses. Em um país sério, que teria um Congresso sério, a única medida que se esperaria seria a cassação do mandato de deputados com atitudes semelhantes à de Bolsonaro e Marco Feliciano. O livre direito de expressão é garantido a todos, entretanto, é inadmissível, que em pleno século XXI, quando lutamos contra uma herança cultural maldita que nos foi deixada e que proliferou o racismo e o preconceito, representantes da sociedade comunguem de pensamentos racistas. Já que não teremos os deputados cassados, espera-se mais uma pressão a nível nacional contra pensamentos semelhantes e que, no mínimo, não sejam reeleitos.
Acusado de racismo ao responder pergunta da cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se relacionasse com um negro, respondendo que o ambiente que o mesmo fora criado não permitiria tal fato, o deputado injetou pimenta na polêmica, ao voltar a discutir um velho projeto. Ele sugeriu a adoção do sistema de cotas na Câmara: 50% das 513 cadeiras de deputado iriam para negros e pardos. “Mesmo sem votos”, ele diz.
Crítico contumaz das cotas, Bolsonaro diz ter reapresentado a proposta antes da encrenca inaugurada com a resposta enviesada que deu a Preta Gil. O deputado classifica sua proposição de “irônica”. Na justificativa, flerta com o anedotário ao avisar que votará contra si mesmo: "Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser para a representação federal”, anota Bolsonaro no texto. Seriam beneficiários das cotas os pobres de todas as cores, não apenas os negros.
Só para se ter uma ideia do “nível” de nossos representantes, outro Deputado vê 'podridão' em gays e diz que há 'maldição' sobre africanos. O Pastor da Assembleia de Deus, Marco Feliciano está em primeiro mandato e afirma que não aceita homossexuais e que 'maldição' de africanos é bíblica.
O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), 38 anos, afirmou pelo microblog Twitter que africanos "descendem de ancestrais amaldiçoados por Noé" e afirmou que gays têm "podridão de sentimentos" que, segundo ele, "levam ao ódio, ao crime e à rejeição".
De modo geral, o que vemos é o que já sabíamos. Nossa política, com raras exceções, está na mão de pessoas podres, capazes de, inclusive, “desviar o leite das crianças”. Após serem eleitos esquecem aqueles que os elegeram e passam a administrar seus interesses. Em um país sério, que teria um Congresso sério, a única medida que se esperaria seria a cassação do mandato de deputados com atitudes semelhantes à de Bolsonaro e Marco Feliciano. O livre direito de expressão é garantido a todos, entretanto, é inadmissível, que em pleno século XXI, quando lutamos contra uma herança cultural maldita que nos foi deixada e que proliferou o racismo e o preconceito, representantes da sociedade comunguem de pensamentos racistas. Já que não teremos os deputados cassados, espera-se mais uma pressão a nível nacional contra pensamentos semelhantes e que, no mínimo, não sejam reeleitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário