segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Arcebispo de Campinas Dom Bruno morre aos 61 anos

O Arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Bruno Gamberini (foto), faleceu às 15h deste domingo (28), aos 61 anos, no Hospital Bandeirantes em São Paulo (SP), em decorrência de falência de múltiplos órgãos. O religioso sofria de problemas renais e foi internado na terça-feira (28) no Hospital Celso Pierro, da PUC-Campinas, após uma hemorragia digestiva alta. Durante a semana ele teve uma crise convulsiva. Na sexta-feira (26), Dom Bruno foi transferido para o hospital na capital paulista para ter acompanhamento de médicos especialistas em doenças do rim.

O corpo de Dom Bruno Gamberini chega à Catedral às 9h desta segunda-feira (29), onde será velado. Ainda nesta segunda, estão programadas missas às 10h, 12h15, 15h e 18h15. O sepultamento de Dom Bruno acontece nesta terça-feira (30), na cripta da Catedral, após a realização da celebração exequial, que tem início marcado para às 10h e previsão de duas horas de duração. O prefeito de Campinas Demétrio Vilagra (PT) decretou luto oficial de sete dias.

Eleição de novo bispo será realizada por Bento XVI

Sete padres que compõem o Colégio de Consultores de Campinas, presidido pelo monsenhor Fernando de Godoy Moreira, irão nomear um administrador diocesano em até sete dias. Este assumirá provisoriamente o cargo de arcebispo até que o papa Bento XVI nomeie o substituto de d. Bruno. A eleição de um novo bispo é um processo meticuloso, que leva certo tempo e pode demorar até um ano. No entanto, acredita-se que, devido ao tamanho da comunidade cristã da região, será acelerado. 

O Núncio Apostólico (representante do papa, presidido por d. Lorenza Bladisseri) faz uma série de consultas com bispos, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas, para que tracem um perfil da Diocese e indiquem alguns nomes para o futuro bispo, justificando o motivo da escolha. Esse processo é feito com reservas, no chamado “Segredo Pontifício” (que diz respeito somente ao papa). No final, o Núncio apresenta três nomes ao Santo Padre, que elege o candidato mais adequado, de acordo com as necessidades da Diocese. O escolhido tem toda a liberdade de aceitar ou não, mas tem que apresentar uma carta justificando a não-aceitação.

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