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A USP subiu 54 posições e ficou no 178.º lugar no
ranking de universidades da Times Higher Education (THE), o mais
importante do mundo, publicado às 20h (horário de Brasília) desta
quarta-feira. É a primeira vez desde que o indicador foi criado, há 8
anos, que uma universidade brasileira aparece entre as top 200
instituições de ensino superior. O ranking completo pode ser acessado no
site timeshighereducation.co.uk.
A USP figura como a melhor universidade sul-americana, seguida da
Unicamp, entre a 276.ª e 300.ª posição, e pela PUC do Chile, listada
entre as colocações 351 e 400. No ano passado, a Unicamp ficou na 248.ª
posição. A USP disse que só vai se pronunciar nesta quinta-feira.
Também pela primeira vez, a Universidade de Harvard, que sempre
liderou o ranking da THE, perdeu o topo da lista. Para os avaliadores, o
Instituto Tecnológico da Califórnia tornou-se a melhor instituição de
ensino do mundo no último ano. Caltech, como é conhecida a universidade,
sedia o Laboratório de Propulsão de Jatos da Agência Espacial Americana
(Nasa) e tem cerca de 300 professores para seus 2 mil estudantes.
Trinta de seus ex-alunos já ganharam prêmios Nobel.
O editor do ranking da THE, Phil Baty, diz que a diferença entre as
universidades top é "minúscula". Mas, segundo ele, Caltech bate Harvard
com índices um pouco melhores em volume de pesquisa, renda e reputação,
além da influência de suas pesquisas e as verbas que atrai da indústria.
"Com diferenças tão suaves, um simples fator tem papel decisivo na hora
de determinar a ordem do ranking: dinheiro."
"Harvard informou um aumento do financiamento similar à proporção de
outras instituições, enquanto Caltech reportou um aumento acentuado
(16%) em financiamento de pesquisa e crescimento no bolo da renda",
conta Baty. Os Estados Unidos têm 75 universidades entre as 200
melhores.
O ranking da THE é construído a partir de pareceres de 17,5 mil
acadêmicos de 137 países. Eles avaliam sete áreas, todas com a mesma
importância: Artes e Humanidades, Ciências Sociais, Ciência, Tecnologia,
Engenharia, Matemática e Medicina.
A listagem combina 13 indicadores, agrupados em cinco categorias:
ensino, pesquisa, citações por outros autores, interação entre
universidade e indústria e internacionalização. Neste ano, a THE incluiu
um novo critério que avalia o número de pesquisas que cada instituição
publica que tenha pelo menos um coautor de universidades de outros
países.
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